Top

Alerta da Associação Americana de Psicologia: Machismo é doença

Alerta da Associação Americana de Psicologia: machismo é doença

E os homens são os grandes prejudicados 

 

O que vocês sempre falam na Escola de Você está na reportagem de TV!”  O alerta do marido me fez prestar atenção à notícia. Os jornalistas explicavam que a Associação Americana de Psicologia acaba de afirmar que machismo é uma doença e ressaltar a importância de os profissionais da área ajudarem os homens, grandes vítimas do problema.

 

Tá todo mundo careca de saber que a cultura do ‘homem forte, provedor, campeão versus mulher frágil, indefesa, vulnerável’ gera violência doméstica, assédio, dificulta a ascensão feminina na carreira e tantos outros prejuízos para elas.  O que é óbvio, mas ainda pouco falado, é o estrago que essa lógica faz nas vidas dos homens.

 

Há pesquisas, livros, documentários, uma infinidade de material sobre o assunto.  Todos, todos mesmo – meninos, meninas, homens, mulheres – perdem com a ideia de que um gênero tem que prover e vencer enquanto o outro tem que aceitar e sorrir.  

 

Direitos e dinheiro

 

Lá nos anos 60 as mulheres se deram conta… ‘Opa, esse modelo não é bom pra nós, não’.  Foram às ruas, conquistaram direitos e liberdade.  Naquele momento, no entanto, a maior parte dos homens ainda não havia parado para pensar: ‘Ué, será que é vantagem ter que ser um sucesso econômico, forte sempre e pagar as contas sozinho?’

 

A resposta é não. Não mesmo.  E agora até a Associação Americana de Psicologia explica o porquê. A pressão por ter que vencer, ter que ser o melhor é não demonstrar as próprias emoções nunca fez bem a ninguém.  O que tem acontecido nos últimos anos, é que com a desaceleração das grandes economias, as novas gerações já não são mais prósperas que a dos pais, como acontecia no passado.  O filho criado para prover, mandar e ser campeão, não se torna. Pelo menos, não sozinho. A realidade contemporânea revela a inadequação da mentalidade das gerações anteriores para o mundo em que vivemos hoje.  

 

Como os homens são prejudicados?

 

Não é fácil essa carga de homem não chora, não erra, tem que bancar tudo.  No nosso tempo, as pesquisas apontam à importância de cada pessoa aprender a lidar com as próprias emoções, se conhecer e romper com os rótulos impostos pela sociedade e cultura.  Mas, ao mesmo tempo, a memória do que é ‘ser homem’ ainda se faz viva em muitos.  A consequência do descompasso se revela em números:

 

  • Homens de suicidam 4 vezes mais que mulheres
  • 90% dos assassinatos são cometidos por homens
  • E eles são 77% das vítimas de assassinato
  • Homens morrem mais cedo por todas as causas, inclusive de doenças (Lembra da psicossomática e do pesa da pressão emocional na saúde do corpo, né?)
  • Os índices de depressão e abuso de drogas também são mais altos entre os homens

 

O que é masculinidade tóxica?

 

O que a Associação Americana de Psicologia faz, com seu recente alerta sobre machismo como doença, é ligar causa e efeito. Claro que as explicações para os problemas acima são multifatoriais. Mas a conexão entre danos sérios à saúde e a masculinidade tóxica – comportamentos rígidos associados ao que significa ser homem – já é uma certeza.

 

Rigidez é seguir repetindo os comportamentos aprendidos com o avô, o pai, com as referências que tivemos, sem questionar: será que isso ainda faz sentido? Será que essa piadinha, esse comentário, essa postura agregam? Homens deprimidos e violentos, mulheres que não conseguem expressar as próprias opiniões ou que acham que só serão merecedoras de atenção se colocarem os interesses dos outros na frente dos próprios – todas essas são consequências da mesma construção.  Da mesma rigidez acerca do que é ser homem e do que é ser mulher.

 

Como se livrar dela?

 

O problema só vai ser superado – para o bem de nossos filhos e filhas – quando a sociedade amadurecer ao ponto de perceber que homens e mulheres produzirem e crescerem lado a lado é o bom. Gera equilíbrio.  Enquanto as pessoas acharem que ter mulheres em cargos de liderança é bobagem, que diversidade é mimimidaquelas chatices que vem nas metas corporativas globais – seguiremos doentes.  

 

$$$

 

Essa doença tira dinheiro do bolso de todos.  Empresas que não tem diversidade em posições chave são menos lucrativas.  Essa doença estraga relações. As pessoas criam barreiras ao ofender colegas, familiares, amigas, sem nem se darem conta.  É o piloto automático, enxergando o mundo em preto e branco: coisa de homem ou coisa de mulher. Educar nossas crianças para que entendam o valor do humano, o valor do respeito, vai torna-las mais saudáveis e felizes do que nós. E certamente mais prósperas também.

 

Conte com a Escola de Você

 

Se você acredita que a seu time pode se beneficiar com cursos online, palestras ou treinamentos sobre diversidade, temos a solução par você. A metodologia Escola de Você, desenvolvida por um time de Mestres e Doutores, é reconhecida internacionalmente como inovação pedagógica (Banco Interamericano de Desenvolvimento, 2015, Academy of Management 2015).  

 

Somos a primeira plataforma brasileira dedicada a auxiliar cada pessoa na construção de resiliência, comunicação empática, autoestima, capacidade de assumir riscos, trabalhar em equipe, valorizar a diversidade e demais skills de comportamento e postura.

 

Com base na hierarquia das necessidades de Abraham Maslow, desenvolvemos uma jornada de desenvolvimento que conduz cada individuo num processo de autoconhecimento para o autogerenciamento.  Para tornar atraente os conceitos de filosofia, psicologia, comunicação e negócios que fundamentam nosso conteúdo, criamos uma metodologia única baseada em vídeos curtos e bem-humorados.

 

Vai ser uma alegria visitar a sua empresa e ser útil na construção de um mundo corporativo mais leve e eficiente.

 

Natalia Leite é Mestre em Ciência da Informação, jornalista e co-fundadora da Escola de Você

@natalialeiteoficial

[email protected]