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Mulher com coração

Competição entre mulheres: é mesmo necessário?

Cena clássica de competição entre mulheres: mais um dia no trabalho e uma nova colega, do sexo feminino, é apresentada a equipe. No banheiro você escuta burburinhos sobre a roupa que ela está vestindo e rótulos que a classificam imediatamente. É, essa cena é comum.
Responda honestamente: seu comportamento diante da chegada de uma colega, mulher, é semelhante ao que adota com um novo integrante de equipe do sexo masculino? Se um homem chega ao escritório, você:

  1. Julga e rotula com base em roupas, cabelo e modo de falar?
  2. Enquadra, mesmo que não admita verbalmente, em estereótipos do tipo: fofo, tonto, mandão ou vagabundo?

Imagino que não. Mas, infelizmente, é o que fazemos frequentemente com as colegas do sexo feminino. Somos eficientes em rotular, diminuir e levantar barreiras no caminho de outras mulheres. Não é consciente, nem por maldade. O que acontece, então?
Estudo comportamento feminino há mais de 15 anos e a Escola de Você (www.escoladevoce.com.br) me conectou a mais de 100 mil alunas e suas angústias mais íntimas. Passei a receber, diariamente, mensagens com questionamentos como:
Compartilhar informações com ela? Não! Deixa aprender na marra. Eu aprendi assim.”
“Conheço o tipinho. A gente ajuda pra ela ‘pagar’ de bonita com o chefe? O que eu ganho com isso?”
Sem consciência do porquê, estruturam-se rivalidades declaradas ou silenciosas. Puxões de tapete. Competição entre mulheres onde poderia (e deveria!) haver colaboração.
Estou convencida da irracionalidade por trás deste hábito, deste gatilho automático que penaliza a nós, as empresas e perpetua uma cultura perversa que nos mantém como minoria nos cargos de liderança. E acredito também que conhecer a origem do problema ajuda a desconstruir a equivocada percepção de que puxar o tapete da outra compensa.
Vamos entrar na máquina do tempo! Podemos saltar em qualquer século anterior ao XX, em qualquer cultura sobre a Terra.  Encontraremos sociedades nas quais as mulheres não tinham formação ou liberdade para gerar o próprio sustento. Sua sobrevivência e a existência da sua prole dependiam de alguma forma de associação ao sexo oposto. E, para isso, era preciso ser escolhida pelo macho. Objetivamente, era preciso derrubar a concorrência. Vem daí a informação, o script velho da puxada de tapete.
Se ainda precisássemos competir pela posição que asseguraria comida e proteção, ok. Mas definitivamente não é mais este o caso.  O fato de sermos diferentes, termos estilos e habilidades distintas é bom para todas. O desafio para chegarmos onde sonhamos é sair da zona de conforto do relacionamento com aquelas que são iguais a nós e colaborar justamente com as diferentes. É desta associação entre inteligências femininas distintas e complementares que virá o grande salto pela igualdade de gênero.
A gente não precisa nem ser amiga das mais diferentes se não quisermos. Mas posso garantir que deveríamos! Tenho aprendido e crescido muito com as Escoletes (assim se chamam as alunas da Escola de Você) de origens mais diversas das minhas. Hoje, as mais ‘rotuláveis’ pelo meu viés pessoal, são minhas maiores amigas. Apontam armadilhas que eu jamais enxergaria. Fazem provocações que elevam meu nível de consciência e percepção.
Está lançado o desafio: vamos deixar o passado ficar lá atrás? Sugiro que nós, mulheres profissionais, sejamos as primeiras a mudar cultura feminina e trocar o apontar de dedos, pelo estender de mãos.

Vamos lá? Quem topa?

Comentários

  • Grazi
    12 de janeiro de 2017

    Eu topo!
    Sempre juntas para um Mundo Melhor
    Juntas somos +

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  • Patricia Rocha
    15 de janeiro de 2017

    Eu adoro esta aula.
    É um ato comum entre as mulheres, não só no âmbito profissional. Em todos os ambientes que temos mulheres existe competição.
    Em conversas e desabafos com amigas íntimas, que ainda não são da EDV, a primeira coisa que elas dizem: é por isso que só gosto de trabalhar, fazer projetos e passeios com homens. Poxa!
    Me sinto as vezes envergonhada com atitudes de certas mulheres que nos rodeia.
    Nós somos maioria da população, ganhamos menos, somos menosprezadas, perseguidas pela cultura machista e mesmo assim ainda competimos? porque?
    Qual a necessidade de provar pra a outra que somos a melhor, a mais inteligente, a mais bonita, a que tem mais influencia…etc.
    Faço minha parte, agindo diferente, mas ainda fico triste em ver mulheres puxando o tapete da outra.
    Vamos juntas!

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  • Keila Constantino
    16 de janeiro de 2017

    Seria ótimo, que algumas mulheres tomassem consciência que esse tipo de comportamento acaba com o ambiente. A união faz a força, seria bem melhor de ser utilizado do que a competição feminina.

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  • Vanessa Moura
    17 de janeiro de 2017

    Eu topo! Precisamos ser profissionais e mais receptivas com outras mulheres.

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  • Fabia
    17 de janeiro de 2017

    Eu topo!
    Trabalho comuna equipe quem sua maioria é formanda por mulheres, vou repassar esse ensinamento para juntas sairmos da zona de conforto e desfrutar do equilíbrio e harmonia em nosso ambiente de trabalho .

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  • Alayne Cristina
    17 de janeiro de 2017

    Eu topo!! 🙂
    Apesar de não trabalhar diretamente com pessoas, senti a necessiadade de me juntar a amigas para poder assim ter uma percepção de quem realmente sou e o que quero. Costumamaos tirar conclusões atraves do olhar, sem deixar que outrem se aproxime e mostre quem realmente é, até haver uma conclusão mais detalhada, já se passaram aí muitas associações e competições. Vamos fazer nossa parte por uma igualdade de gênero.

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  • Adriana Marques
    17 de janeiro de 2017

    Topadíssimo!!!!
    Já tive esses pensamentos e fiz esses murmurinhos algumas vezes, mas comecei a me colocar no lugar do outro e como eu gostaria de ser tratada numa mesma situação e comecei a mudar minha atitude, e foi muito prazeroso… Sou e fui muito rotulada e hoje muitas das que me rotularam e me “antipatizaram” antes de me conhecer, são minhas amigas e nos ajudamos muito!
    Todos merecem uma segunda chance para uma primeira impressão, afinal como já dizia Aristóteles: Nós não somos, nós estamos.
    Hoje eu estou uma mulher mais tolerante e ciente que devemos estender a mão ao invés de apontar o dedo!
    Bjão Natália, sou sua fã!

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  • Regina Alencar
    17 de janeiro de 2017

    Eu topo! Não devemos julgar ninguém, temos que ser profissionais, pois juntas conseguimos ser mais fortes! Escola de Você, cada vez mais nos ajudando a crescer como pessoa e como profissional! Obrigada!

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  • Clarissa Domingues
    24 de janeiro de 2017

    Nossa, que legal! Conheci a EDV por meio de uma grande amiga que o coaching me deu, a Grazy (tem comentário dela aqui!!) e estou bem feliz de ter essa oportunidade de conhecer esse trabalho, que tem muita relação com algo que também sinto e estou agora construindo por meio do coaching e de encontros terapeuticos.
    Já fui uma mulher “ogra”, não me dava com outras mulheres, detestava encontrinhos ou reuniões femininas pautada naquele estigma de que naquele ambiente “só rolaria fofoca e temas fúteis”. De fato, algumas reuniões que participei na vida foram assim, mas demorou a entender que, primeiro, não eram todas assim, e, segundo, que eu poderia ser parte ativa em proporcionar transformações nas mulheres que seguissem aquele caminho vazio, que no fundo só existe pelo desconhecimento dessa riqueza que é se autoconhecer e conhecer as pessoas ao redor, com empatia e respeito.
    Agora, pós 30s (hoje com 33) começo a recordar e reconhecer o quanto a menina que habita em mim já gritou e me sacudiu para estar atenta a esse fato de que somos, acima de tudo, irmãs. Tudo no seu tempo, acredito estar fazendo a minha parte (e com sucesso, segundo uma definição que vi em um outro texto por aqui, de John Wooden!).
    Que bom encontrar uma fonte tão rica na qual me inspirar!
    Já amo vocês, escoletes!
    beijo

    Responder
  • Rita de Cássia Medeiros
    24 de janeiro de 2017

    Para que competir? Se juntas somos mais fortes.
    Trabalhar para somar e fazer o melhor para chegar ao sucesso.
    ?

    Responder
  • Sheila Pereira
    25 de janeiro de 2017

    Sim uma ótima matéria serve para deixar os genes ancestrais no passado. Quando essa disputa era necessária, Hoje no século 21 temos mais é que nos ajudar mutuamente.

    Responder
  • Rose Ramos
    26 de janeiro de 2017

    Realmente essa competividades existem sim, e é muito triste que isso ocorra!
    Temos mesmos que nos unir e deixar esse hábito honroso cair por terra…Juntas e unidas seremos mais fortes e teremos melhores resultados!!!

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  • Maria dá Paz
    28 de janeiro de 2017

    Uma ótima matéria!! Saiba qual é a sua missão, e faça a diferença na vida de outras mulheres!!! Chegar desse esforço desnecessário…Juntas somos mais fortes!

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  • Jaqueline Lima
    6 de fevereiro de 2017

    Olá meninas, estou passando por um momento de puxão de tapete…mas penso que bom que isso aconteceu hoje, que sou madura para não revidar e entender que o sol brilha para todas (os). Hoje sou muito mais ser leve e grata, e com esperança de que ela siga o meu exemplo e tbm seja leve e grata.

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  • Viviane Beccaria
    6 de fevereiro de 2017

    Bom, creio que isto está além do que foi abordado no texto, aliás, excelente. Porém, ainda somos vítimas da cultura patriarcal e machista que impõe esse tipo de comportamento.
    Muitas vezes isso se dá pela necessidade da própria mulher em ser aceita pelo grupo predominantemente masculino, ou seja, há um incentivo da parte dos homens para que a atitude de “puxar o tapete” seja tomada.
    Vejam os movimentos sociais para enfraquecer o movimento feminista, no qual muitas mulheres são convencidas pelas falácias de que o movimento é “anti- homens” e outros absurdos. A informação está aí, mas é muito mais convincente se é passada com ódio, que aliás é dominante atualmente.
    Mas há o outro lado da moeda: há competição (ainda mais suja) entre homens! Isso é reflexo dos tempos em que o egocentrismo e a baixa auto-estima impera ( e é pop) em nossa sociedade. O indivíduo sente prazer em destruir o outro.
    O que falta hoje é empatia. Aprender que o outro também sente e que não fomos feitos para vivermos em ilhas.
    Chega de me alongar (rs), você é ótima Natália!

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  • Taís Pagnussat
    9 de fevereiro de 2017

    Com essa consciência histórica, faz todo o sentido a mudança. Trás lógica para ação.

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  • Roberta Alves Santos
    29 de janeiro de 2018

    É incrível como há temos que nos fazem refletir e partir para a ação.
    Eu passei a enxergar muitas situações de outra forma por causa das aulas da EDV e de alguns textos que estão no blog.
    Obrigada.

    Responder
  • Marta Medeiros
    31 de agosto de 2018

    Bacana o ponto de vista e informações de muito bom conhecimento nesse assunto mesmo. Procuro sempre sites que possam me ajudar com boas matérias e aqui me encontrei muito satisfeita. Gratidão!

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